Cubanos temem tempos mais difíceis após queda de Maduro e incertezas no fornecimento de petróleo
Moradores de Cuba demonstram apreensão com o futuro econômico do país em 2026 após a queda do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em meio a uma crise econômica profunda, a população avalia que a situação pode se agravar ainda mais com a perda de um de seus principais aliados internacionais e maior fornecedor de petróleo.
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Em Havana, o motorista Axel Alfonso, de 53 anos, que trabalha para uma empresa estatal, afirma que o próximo ano tende a ser especialmente difícil. Segundo ele, a dependência histórica do petróleo venezuelano torna o cenário ainda mais preocupante. “Se a Venezuela é o principal fornecedor de petróleo para Cuba, o cenário econômico vai ficar um pouco complicado. 2026 vai ser duro, muito duro”, avaliou.
Vivendo sob o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962, a maioria dos cubanos já enfrenta dificuldades como escassez de alimentos, medicamentos, combustível e frequentes apagões. Para muitos, a mudança no cenário político venezuelano representa mais um fator de instabilidade em um contexto já delicado.
A recepcionista Madelín Terris, de 55 anos, compartilha da mesma preocupação. Para ela, a situação pode se deteriorar ainda mais nos próximos meses. “Pode ficar mais difícil, pode piorar”, afirmou, ao comentar o impacto da crise regional sobre a vida cotidiana na ilha.
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A relação entre Cuba e Venezuela se consolidou ao longo das últimas décadas, com o envio de petróleo venezuelano em troca de serviços profissionais, como médicos e técnicos cubanos. Nos últimos anos, no entanto, o fornecimento já vinha sendo reduzido, agravando os problemas energéticos e econômicos do país.
No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que Cuba estaria “prestes a cair” após a queda de Maduro, ressaltando que a ilha teria dificuldades para se sustentar sem o apoio energético da Venezuela. Apesar disso, o republicano minimizou a necessidade de uma intervenção militar direta.
Diante desse contexto, cubanos seguem atentos aos desdobramentos políticos na América Latina e temem que 2026 marque um período ainda mais duro, com impactos diretos na economia, no abastecimento e na qualidade de vida da população.
Fonte: AM POST. Leia mais em https://ampost.com.br/mundo/cubanos-temem-tempos-mais-dificeis-apos-queda-de-maduro-e-incertezas-no-fornecimento-de-petroleo/
